Tão bom quanto relembrar o passado é rever fotografias que por si só, gélidas, contam histórias. Você não precisa pensar, a imagem dá acesso ao “click” das emoções que foram criadas/guardadas/vividas para aquele momento que aconteceu o click, de fato.
Ahm?
Não precisa necessariamente estudar fotografia para fazer uma bela foto, porque os olhos são a verdadeira e melhor máquina fotográfica que podemos ter. Evidente que a técnica é essencial para todo um conjunto, mas não adianta, é um privilégio (para não usar dote) que nasce com cada um. Eu diria, que, devemos estudar os olhos. E estes sim, podem evoluir.
Nunca ouviu falar que cada um capta o mundo de determinado jeito? A baranga da tua namorada é linda, maravilhosa, espetacular para VOCÊ. Que bom! Nós temos pena disso. Saiba que você é “cego”.
Essa ceguisse que cria curvas, sombras, perspectivas, formas, texturas, cores diferentes em cada um. Entenda, não falo que a pessoa precisa estar apaixonada para enxergar dissemelhante a outrem. Todos nós, felizmente, temos visões e idealizações de vida diversas, o que implica na forma de VER o mundo com outros olhos.
Baseado nisso, descobri-me na magia de fotografar retratando pessoas. Não poderia escapar mesmo, já que gosto tanto de lidar com essas.
Ao longo do pouco tempo de estudo sobre a Arte que venho aprendendo, descobri que é fácil reproduzir o bonito para quem se sente bonito, o feio para quem se sente feio. Eu apenas fotografo, a pessoa que faz o trabalho mais difícil, expor a “visão de mundo” dela, mostrar a mim o “contexto” que vive. Tirando a parte de falhas técnicas, um modelo não poderia reclamar com a seguinte frase:“Eu fiquei horrível nas fotos!”
Ok, reflita comigo:
- Já aconteceu de você olhar uma foto, odiar de primeira impressão e depois de algum tempo, começar a gostar? Ou vice-versa? Provavelmente, né? Mostra claramente que nosso olhar vive em constante mudança e tudo depende do tal contexto que falei.
- O que você quis passar ao fotógrafo quando estava sendo fotografado? Parece ser uma pergunta meio banal, mas influencia diretamente na imagem. Você, como modelo, estará se revelando completamente. Não é o fotógrafo que define o que a foto quer passar, mas sim a pessoa, como ser humano, que possui emoções e aparências. E nós sabemos, uma imagem pode passar mil palavras, cabe a interpretação a cada um. A auto-estima quando abalada, pode gerar um resultado insatisfatório na foto. (Aí, meu filho, não há photoshop que faça milagres!)
Come, meu filho – Fotografia de F. Mazzêo
Abusar d’Arte de fotografar não significa ser profissional na área. Se fosse assim, a imagem não impressionaria o mundo a milênios com tanta história e de tantas formas.
O que você quer retratar hoje? Ou melhor, o que você quer expressar? Lembre-se, somos artistas, só precisamos conhecer melhor nossas habilidades para saber desfrutá-las.
Créditos ao meu amigo Cigano, pela ajuda do assunto.
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Críticas construtivas, elogios e/ou dicas são bem-vindos.
Não gostou? Seja bem-vindo também.
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F. Mazzêo.



Adorei a abordagem sobre o olhar. Tudo está nele. E a fotografia registra a emoção do olhar. Bom texto o seu..
Eu quase concordo com você quanto ao aspecto de o modelo fazer a foto. O fotógrafo desempenha um papel um pouco mais técnico, que é o de registrar o momento, o milissegundo, captar as matizes, o primeiro plano, o segundo, ângulo, movimento, detalhe, focado, desfocado, colorido, preto-e-branco, sépia, meio-tom, a luz, a sombra e a penumbra; o sorriso espontâneo e o forçado, o tímido e o atrevido, o olho que brilha e o olho que no fundo chora. Não digo que é fácil ser fotógrafo porque não basta obter o foco, acionar o dispositivo mecânico que abre o diafragma e macular o filme com o jogo de luz da composição toda. É preciso sensibilidade. O mérito de desvendar o modelo e mostrar sua verdadeira beleza é o do fotógrafo.
Já o modelo faz da foto desde uma simples imagem de si mesmo até uma majestosa demonstração de emoção. As fotos mais impressionantes são aquelas que aprisionam não só o humor do modelo, mas o humor do ambiente que o acompanha.
Né?
Beijo grandão!
Você tem uma certa razão, Leo. Mas aí que somam-se os olhares, tanto do fotógrafo quando do modelo/ambiente. Esse, trazendo a magia da fotografia em questão e aquele, os sentimentos à tona. Não adianta, é uma união. Só que no blog ressaltei uma questão pouco comentada também, p papel da pessoa que irá posar.
Mesmo assim, você sabe que adoro seus comentários! E pode contrariar, hahaha.
Beijos, querido!
Carolina, seja bem-vinda! Muito obrigada! =D
Sobre a questão de se achar horrível de pronto e depois de algum tempo achar até boa a foto, acontece sempre comigo…
E…eu gostei muito de tudo o que li.
um beijo.