E o futuro, para onde foi, para onde vai?

Desde meus 11 anos tenho certeza que serei médica. E as certezas vão além, serei reconhecida e terei minha clínica. Tudo bem, você deve estar lendo e pensando “boa sorte” ou até mesmo “que louca”. Exatamente isso que precisarei, sorte e loucura, para encarar e passar em um vestibular tão concorrido como de universidades federais.

Seria muito acessível para o homem ter aquilo o que quer, no momento em que deseja, não é mesmo? Eis a batalha, que diria interna, de lutar por algo que valha a pena em um futuro próximo.

Aí eu penso, até onde vale a pena o esforço. Será que todo esse estresse, cansaço, estudar, estudar e estudar, vale a pena? Tudo para ter uma vida digna e um futuro emprego do qual pensamos ser o certo para nossas vidas? E se não for? E se eu não tentar? E se eu me arrepender? Quantas perguntas sem respostas, apenas para este momento. Até que esse devido momento seja o tal futuro esperado.

Todos nós corremos atrás do nosso reconhecimento como palavra-chave do sucesso profissional, pessoal. O reconhecimento próprio, eu diria, de ter a certeza que nasceu para o que faz.

Você trabalha no que gosta? Você estuda com prazer? Você têm sonhos grandes? Sim, vale a pena qualquer esforço.

Quase todos os dias um senhor catador de lixo passa em frente em minha rua com seu carrinho cheio de papelão, cantando em tom bem alto. A maioria das pessoas olham-o como se fosse louco. Acredito que ele não tenha uma vida fácil, embora quem acredite nisso seja apenas eu. Nunca ouviram histórias de pessoas de ruas que tiveram oportunidade de ter uma vida melhor e recusaram? É uma questão de idealização para a vida. Quem ultrapassa barreiras tem sangue correndo nas veias e não apenas água doce.

O maior obstáculo de nossas vidas, somos nós mesmos.

Me diz qual pessoa canta, dá risada de sua própria vida, é feliz com o que faz? Posso contar nos dedos as pessoas em que conheço e que são realmente realizadas. E engraçado que quando há esta realização, somos tachados de loucos, como o mendigo acima.

Como diria Adriana Calcanhoto em sua música “Eu gosto dos que têm fome, dos que morrem de vontade, dos que secam de desejo, dos que ardem…”

Ok, entendi. Estou lendo o que tem em sua mente: “Só faltava essa, blog de auto-ajuda”.
Não escrevo por favores ou muito menos por humildade. São fatos vivenciados por mim e que demonstram minha linha de raciocínio, ou seja, só consigo encontrar força comparando – infelizmente – nos que não estão no meu lugar.

Sendo mais clara, o meu futuro só se tornou certo quando eu encarei a realidade de fato. Meus olhos não encontram saída sem ser miséria, fome, ignorância e violência por todos os lados. A alternativa foi e é batalhar por algo que faça a diferença.

Sua vida não faz sentido sem ser o último lançamento do celular-x, o carro-y, roupa de marca-z, o outro-x, o outro-y e outro-z…? O resto do mundo que exploda?
O que eu entendo, meu amigo, é matemática. E em um sistema linear 0x + 0y + 0z = k (onde “k” diferente de zero – você sendo o estorvo “k”) é equação indeterminada.

Flávia Mazzêo as vezes acorda com vontade de matar a humanidade.

Uma resposta para “E o futuro, para onde foi, para onde vai?”

  1. Cigano Disse:

    O começo do sucesso vai do quão louca você está pra superar desafios. O resto da humanidade se contenta no conforto covarde duma vidinha homeostática. Todo ser humano devia batalhar pela diferença, mas geralmente são eles que fazem parte da resistência a mudanças. Você bem falou tudo isso logo ali em cima.

    Também acredito no seu potencial como médica, mas nada que é bom é fácil: o importante é sempre estar determinada. E dias de mal humor são comuns no nosso esforço para conseguir aquilo que queremos.

    Me deseje sorte, moça Flávia, pois sábado começo a correr atrás do sonho número 2, que se chama Tecnologia em Design Gráfico.

    Um beijo grande!

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